terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pulp



Nick Belane, contratado pela Dona Morte para localizar o escritor Celine (supostamente morto em 1961). A situação torna-se mais complicada, conforme surgem outros clientes, com casos tão complexos quanto este primeiro.


O livro é louco, repleto de situações nonsense, onde um personagem é mais mau-caráter e boca suja que o outro. E, mais pervertido, também. Ou seja, é divertido, do começo ao fim.

Belane precisa localizar o escritor, o Pardal Vermelho, comprovar um adultério, saldar dividas de jogo e aluguel. Precisa beber menos, parar de arrumar briga em cada bar que vai. Precisa lidar com alienígenas. De vez em quando, dá sorte... mas, quando dá azar, é pra valer. Sua conduta é, ocasionalmente, autodestrutiva, mas ele não se importa. Tem que pagar o aluguel e precisa de mais uma dose. Veterano, Belane, sabe que pode estar no fim da linha. E, vai fazer de tudo para ser um azarão.

Bukowski dá um tapa certeiro, na cara de quem espera mais do mesmo. Fazendo jus ao nome, Pulp proporciona entretenimento sem compromisso, nem moralidade fingida. Com pitadas de noir e um bocado de humor negro, é bom pra ler de uma vez só, do começo ao fim. 


"Do lado de fora, atravessei decidido a poluição. Tinha os olhos azuis, os sapatos velhos e ninguém me amava. Mas tinha coisas a fazer.Eu era Nick Belane, detetive particular."
Título Original: Pulp
Editora: L&PM Pocket
Autor: Charles Bukowski
Ano: 2009
Páginas: 175

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