quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diário de um Banana




"Só não espere que eu seja todo "Querido Diário" 
isso, "Querido Diário" aquilo."

Há cerca de um ano, eu estava com a ideia de produzir literatura infanto-juvenil. Com isso, buscava alguns livros para esse público nas livrarias para tentar entender a linguagem, como funcionava, o estilo de escrita. Até que, em um belo dia, me deparei com um exemplar de "Diário de um Banana" na Saraiva. Não pensei duas vezes e levei para casa.

Antes, faço uma observação: na compra, claro, declarei que era para presente e me faria uma bela surpresa em casa. Sigamos.

No caminho de volta, no ônibus, dei início à leitura que foi interrompida rapidamente. Eu simplesmente não conseguia parar de rir, o que é uma atividade um pouco constrangedora quando se está sozinho em um lugar público. Fechei o livro, aumentei o volume da música e aguardei até em casa para continuar.

E o livro é engraçado. Para quem não conhece a série, trata-se das aventuras de Greg Heffley, o irmão do meio que tem que dividir a experiência do início da adolescência com Rodrick, o seu irmão mais velho que deveria estar perto da fase adulta e Manny, o irmão caçula e protegido que devota toda a sua vida a denunciar todas as coisas erradas que os seus queridos irmãos fazem. 

Toda essa confusão é chefiada por uma mãe super protetora que tem mil ideias sobre como educar os seus filhos. E para piorar a história e o desespero do protagonista, ela escreve as suas experiências no jornal local. Há ainda o pai, um pouco ausente, que pouco entende os seus filhos e que faz de tudo para evitar problemas e que qualquer um chegue perto do seu campo de miniaturas da Guerra Civil.

A partir daí, a série de livros (cinco no Brasil e seis nos EUA) vai se desenvolvendo com as aventuras no colégio, na casa da avó e na vizinhança. O que chama a atenção no livro é relembrar de histórias que todos nós passamos, principalmente os homens, quando mais novos. A insegurança, os desafios, as piadas... tudo isso soa igual, mesmo sendo escrito por um americano em outra época.

Talvez "Diário de um Banana" soe um pouco como "Toy Story 3" pareceu para mim e para todos aqueles que já largaram as miniaturas de carrinhos e bonecos de super-herói. Havia ali duas interpretações: a das crianças que imaginavam os seus brinquedos ganhando vida e como seria divertido interagir com eles. Porém, para os mais velhos, o que vinha à cabeça era a lembrança dos velhos brinquedos e de tantas histórias e aventuras que passamos com eles. E um pouco de tristeza por não saber nem qual fim levou aquele velho boneco que carregávamos para todos os lugares.

Assim, ao fim de cada livro da série, e eu tenho os cinco, é impossível não trocar a risada pelo sorriso e lembrar, com saudade, daqueles dias nos quais a inocência ainda era o sentimento que dominava as ações.

Compre "Diário de um Banana", peça para embrulhar e se dê de presente. Você vai agradecer.


Título: Diário de um Banana ("Diary of a Wimpy")
Autor: Jeff Kinney
Editora: Vergara & Riba Editoras
Ano: 2008 (do primeiro número)
Páginas: 220

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