sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Fausto




A Editora Martin Claret tem uma ótima coleção que reúne obras primas chamada"Série Ouro". Vale a pena procurá-la, pois as opções são inúmeras e os preços, amigáveis. Me vali destas duas vantagens na Bienal do Livro e adquiri "Dos Delitos e das Penas" ( de Cesare Beccaria), "O Príncipe" ( de Maquiavel) e "Fausto" ( de Goethe). Este último é o que estou indicando.

Foi em Frankfurt, em 1597, que se deu a primeira tentativa de reunir-se relatos e hsitórias acerca de um cientista denominado Fausto. Dizia-se que ele havia feito um pacto que teria conduzido-o à ruína. Porém, foi em 1775 que, pela primeira vez, o poeta Johann Wolfgang von Goethe trouxe o enredo para os holofotes.

O autor levou praticamente a vida toda para finalizar a tragédia, tendo inclusive começado a escrever uma segunda parte para a mesma. De toda forma, a história é centrada em Fausto, cientista obcecado pelo conhecimento, que, no frisson de absorver o máximo possivel, evoca espíritos para auxiliá-lo. Não obtém sucesso, até que surge o demônio Mefistófeles.

Assinando com o próprio sangue, o homem permite que sua alma seja levada ao Inferno ao fim de vinte e quatro anos sem envelhecer. Bem ao estilo de "O Retrato de Dorian Gray", ele dedica-se aos prazeres mundanos até encontrar uma jovem, chamada Margarida. Existem alguns pontos de tensão na leitura e o principal é exatamente quando Mefistófeles cobra seu preço.

O enredo é escrito sob a forma de peça de teatro, portanto, é estruturado em atos e em versos. Para mim, não foi fácil ler, chegou a ser cansativo. Ademais,a linguagem é complicada e exige tempo e disposição. No geral, é bonito e dá um panorama de como as pessoas se comportavam naqueles tempos. Inclusive, explicita a relação homem-ciência, que encontrava-se em ebulição.

Nome: Fausto
Autor: Goethe

Editora: Martin Claret

Ano: 2011
Páginas:475

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