quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jornalismo e história do Brasil por Samuel Wainer





"Não sei de nenhum outro jornalista, de nenhum outro cidadão que fosse um brasileiro tão completamente brasileiro na maneira de reagir, de sentir, de viver, de amar, de ser, quanto Samuel Wainer, menino do Bom Retiro que se fez, à custa do próprio esforço, uma das maiores figuras intelectuais de nossa Pátria, um mestre. Sua vida teve o fulgor de estrela a iluminar os caminhos do Brasil. Nossa guerra continua, a memória de Samuel Wainer é uma arma do povo".



Pela introdução de Minha Razão de Viver, feita por Jorge Amado, já é possível perceber o que teremos pela frente: um passeio pela história do jornalismo brasileiro. Assim pode ser definido o livro de memórias de Samuel Wainer, fundador da Última Hora, importante jornal que circulou durante o segundo governo de Getúlio Vargas. Esta edição é ainda mais interessante. Seu lançamento se deu após o embargo feito pelo próprio Samuel, que limitava a publicação de certos trechos de sua obra, na tentativa de minimizar discórdias entre os personagens citados no livro.



Assim, 25 anos após a sua morte, Pink, filha de Samuel com a socialite Danuza Leão, pôde, enfim, liberar a publicação sem restringir nenhuma parte da incrível trajetória do pai. Além de uma aula de história do Brasil, indo desde o primeiro governo Vargas, até o início do golpe militar de 64, o livro se mostra um delicioso passeio pelas principais publicações da época, com destaque para criação do próprio jornal, que seria durante muitos anos um dos mais importantes do Brasil.


A revelação da verdadeira cidadania de Samuel, usada como arma por seus inimigos para impedir que ele editasse um jornal no país, é uma das razões para o embargo de trechos em publicações anteriores. Esta edição é especial por revelar finalmente a origem do menino judeu que chegou por aqui com a família fugindo da I grande Guerra.
Para se ter uma ideia dos personagens que ilustram esta discussão, basta citar que Wainer tinha como maiores inimigos ninguém menos do que Carlos Lacerda e o extravagante Assis Chateaubriand, o Chatô, barão da imprensa brasileira.


Minha Razão de Viver é leitura indispensável para quem se interessa por fatos marcantes da história do Brasil.


Editora: Planeta do Brasil

Edição 1 /2005

Número de Páginas: 366


Comente usando o seu perfil no Facebook!

Nenhum comentário:

Postar um comentário