terça-feira, 7 de junho de 2011

Grandes homens do meu tempo




"Uma das marcas do grande homem é causar impressão
duradoura nas pessoas que encontra"
(sobre Joseph Chamberlain)

Winston Churchill, primeiro-ministro inglês em duas ocasiões(41-45/50-55), foi, certamente, um dos homens mais importantes do século XX. Pela sua obstinação teve início a resistência britânica e de boa parte do mundo civilizado ao nazismo.

Além da liderança política, Churchill também tinha o dom da escrita. As suas "Memórias da Segunda Guerra" lhe garantiram o Prêmio Nobel em Literatura em 1946. Quer dizer, não apenas a volumosa coleção da visão do político sobre o conflito. Conforme bem ressaltado na explicação para o prêmio, Churchill foi agraciado também pelos seus discursos que deveriam ser considerados obras-primas da Inglaterra.

E foi com esse histórico que, em 1931, Churchill escreve o que seria a primeira versão de "Grandes homens do meu tempo" (com o passar dos anos ele foi bastante aumentado). Na obra, ele narra pequenas biografias de diversos personagens contemporâneos do autor e, com a maestria de um Nobel, explica por que cada personagem é importante.

No livro, há personagens tão distintos como a rainha Vitória, Hitler e Chaplin. A rainha, por sinal, configura uma exceção ao livro dedicado a homens e inicia a obra. Mas como deixar de fora uma mulher que definiu um período ("era vitoriana") e que ressuscitou uma monarquia devastada por péssimos regentes?

A partir daí, o livro segue em tiradas geniais como "queria não apenas arruinar o estado, queria, depois, governar a ruína" (Trotski); "(...) era uma dessas pessoas cujo ritmo de vida era mais rápido e intenso do que o dos seres comuns. Tal como o avião só voa em função de sua velocidade e pressão de encontro do ar, ele voava melhor e com mais facilidade dentro do furacão" (Lawrence da Arábia); "mas pobreza não é uma sentença de prisão perpétua. É um desafio. Para alguns, é até mais - é uma oportunidade" (Chaplin)

"Grandes homens de meu tempo" é a prova de magnanimidade de um grande homem. Foi escrito no seu pior momento político (a década de 30), onde ele era um pária entre os demais deputados por gritar - praticamente sozinho - contra a Alemanha de Hitler.

Churchill era um gênio da política e da literatura. E como isso é raro.

Título: "Grandes homens do meu tempo"
Editora: Univercidade
Ano: 2004
Páginas: 322

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