segunda-feira, 2 de maio de 2011

Memorial do Convento



Esta resenha foi encaminhada pela minha amiga Leila Frast, a quem agradeço muito pela colaboração!


A história é sobre a construção do Convento, sobre os Reis de Portugal ou sobre Blimunda e Baltazar?

Pergunta difícil de responder, até porque uma personagem chamada Blimunda não vamos encontrar em nenhum outro livro.

Saramago, que era agnóstico (não confundir com ateu) escreve nesta obra sobre a construção do Convento de Mafra, em Portugal, povo extremamente religioso.

A história é mesclada com fatos reais, como o motivo pelo qual o convento foi erguido, os hábitos da população portuguesa na época da construção, e como a vida da realeza diferia da vida das pessoas comuns, do povo que foi quem construiu o convento, e como a construção deste afetou a vida das pessoas comuns.

Confesso que o personagem que mais me chamou atenção nesta narrativa foi Blimunda, pois dona de um dom que a tornava diferente era obrigada a esconde-lo para não ser considerada bruxa, e apesar disto, sua vida foi afetada profundamente pela inquisição, que a todos rondava.

Blimunda é a personagem feminina principal, que já no começo do livro escolhe, através da mãe seu "homem" - Baltazar Sete-Sóis. A mãe de Blimunda logo no início da narrativa está sendo levada para o degredo em Angola por ser considerada bruxa, e ao ver a filha ao lado de Baltazar no meio da multidão faz-lhe um sinal que ela entende ser para se juntar a ele, e assim o faz.

Para além de ser uma história sobre a construção do convento, e sobre os hábitos da realeza portuguesa, esta é a história de Blimunda Sete-Luas, Baltazar Sete-Sóis, e Bartolomeu de Gusmão, o padre voador, e a capacidade que algumas pessoas preservam de sonhar e viverem seus sonhos a qualquer custo, apesar da realidade que as cerca.


Editora: Bertrand Brasil
Autor: José Saramago
Ano: 1982
Páginas: 352.

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