quarta-feira, 6 de abril de 2011

Admiravel Mundo (Novissimo) de Aldous Huxley




Após um longo período de “férias” do Fala Livros, estou de volta e, espero, com maior freqüência. O retorno traz a minha (nem tão) recente leitura de Admirável Mundo Novo, o clássico de Aldous Huxley. Numa linha bastante similar a “1984” ( de George Orwell) este livro nos traz a idéia do que seria o futuro sob a ótica de alguém que viveu na primeira metade do século 20. O mais curioso, porém, é perceber que Aldous Huxley acertou em muito. Os dias de hoje comprovam.


É assustadora a idéia de um futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e, desde a infância, “adestradas” de modo a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. Os considerados inferiores realizam “atividades inferiores” sem qualquer dúvida sobre sua condição, os superiores têm noção de sua superioridade e se sentem aliviados por isso.


Não há questionamentos nem frustrações e, quando há, basta ingerir o “soma”, a droga livremente distribuída pelo governo e que “alivia” os males da sociedade. Homens e mulheres são incentivados desde a infância a explorarem o sexo. A promiscuidade é o status quo.


Assim é o Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley... A narrativa de uma sociedade cujos conceitos de família, amor e laços são inexistentes pode soar assustadora num primeiro momento, mas durante a leitura é possível reconhecer, com riqueza de detalhes, traços de nossa sociedade atual. E, pessoalmente, isso é o que torna a obra tão interessante.

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