quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu Amei Victoria Blue



Já citei algumas vezes meu problema com as "orelhas" dos livros, eu sei... Acho que, não raramente, podem estragar alguma surpresa da história. Uma revelação, evento dramático, ou qualquer coisa do tipo.

O problema com Eu Amei Victoria Blue é que não são apenas as orelhas que estragam surpresas. A contra-capa também o faz. A própria capa do livro também o faz. Na história de Estêvão Romane, o protagonista só descobre a profissão de sua amada muito próximo do final do livro. Claro, posso ser chato - talvez a estratégia do autor seja justamente revelar o fato, explicando como chegou até lá, mas confesso que fiquei meio contrariado...

A revelação sobre quem é Victoria Blue e como ela ganha a vida compromete o desenrolar da história? De forma alguma. A narrativa é bastante divertida; Davi, alter ego do autor - sim, o livro é apresentado como autobiográfico - revela seus dias em Nova York, onde desembarcou aos 18 anos. Conta, sem limitações, suas aventuras, numa Big Apple repleta de sexo variado e casual - até que se vê apaixonado por sua nova vizinha.
"Maluquinha", a princípio, a relação evolui. Passam a morar juntos, a traçar planos mais sérios para suas vidas... até que Davi passa a perceber que tem algo errado com sua namorada. Algumas histórias não batem, seu comportamento é cada vez mais compulsivo e instável, as brigas tornam-se explosões de fúria - assim como o sexo, já citado, sempre presente e com experiências um bocado detalhadas...


A história de Davi, contada por Estêvão (ou vice-versa), é divertida e consegue prender a atenção. Um "terceiro personagem", muito presente na trama, é a própria cidade à sua volta. Apesar de Davi passar um tempo no Brasil, num período de férias, é a Nova York caótica, sempre acordada, repleta de sonhos por realizar e alguns partidos, que encanta e serve de pano de fundo perfeito para Victoria Blue.


"Alguns nessa cidade já tiveram o privilégio de estar com Victoria Blue, mas eu não pagaria dois mil dólares por ela. Ainda que ela fosse tudo aquilo em que cheguei a acreditar. E eu já acreditei muito."




Editora: Geração Editorial
Autor: Estêvão Romane
Ano: 2010
Paginas: 191

Comente usando o seu perfil no Facebook!

Nenhum comentário:

Postar um comentário