quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Azincourt



Graças ao meu amigo Rafael (@ninaguitarhero, para quem quiser conhecer suas opiniões), tenho um autógrafo do Mr. Cornwell, no meu exemplar de Azincourt - o que, por si só, já é o suficiente para torna-lo bastante especial.

Neste volume único, Cornwell narra uma das mais famosas batalhas inglesas - Azincourt (na grafia francesa), cuja fama só pode ser comparada à Hastings, Waterloo, Trafalgar (narrada em Sharpe em Trafalgar, comento qualquer dia) e Crécy (contada em O Arqueiro, também na lista de "aguardando comentários"). Celebrada por Shakespeare em Henrique V, a reputação da vitória em Azincourt é muito superior à sua importância estratégica.

Para os leitores habituais de Cornwell, a história pode ser um pouco previsível, com um ou outro elemento surpreendente no meio do caminho - que conduz, inevitavelmente, à grande batalha final. É contada do ponto de vista de um simples arqueiro, Nicholas Hook, e mostra como os arqueiros foram, durante muito tempo, um enorme diferencial do exército inglês. A distância alcançada pelo poderoso arco longo dos ingleses era insuperável, despejando uma chuva de aço e carnificina sobre seus inimigos e anulando, assim, a temida cavalaria francesa.

A campanha de Henrique V, que conduziu à famosa batalha, por muito pouco não foi marcada pela ruína. Com a vitória, o que poderia ser considerado um ato de imprudência suicida do rei serviu com um feito heróico, prova do favorecimento divino àquele que deveria ser o governante legítimo do trono francês. Embora os números sejam imprecisos, os relatos mais aceitos indicam que cerca de 6.000 ingleses arrasados pela peste e exaustos pela marcha enfrentaram e venceram aproximadamente 30.000 franceses, tornando o dia 25 de outubro de 1415 uma data que ficou conhecida pelos últimos como "O dia infeliz".

Com autógrafo!
Agincourt (na grafia inglesa), ao que parece, está a caminho dos cinemas, com uma adaptação já em andamento. Não costumo ver essas transposições de mídia com bons olhos - embora deva admitir que algumas são extremamente bem-sucedidas, sempre acho que a adaptação fica devendo ao original. O ideal é esperar para ver o resultado e, enquanto isso, ler o livro para poder fazer uma comparação.


Editora: Record
Autor: Bernard Cornwell
Ano: 2009
Páginas: 446

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