terça-feira, 19 de outubro de 2010

Trainspotting



Renton.
Sick Boy.
Spud.
Begbie.
Madre Superiora.
Dianne.
Largando.
Voltando.
Largando de novo.
Cagando tudo.
Exílio.
Lar.
Saída.

Profundamente niilista, Trainspotting questiona. Seus protagonistas renunciam a uma vida de hábitos, padrões impostos. "Para que ter um emprego? Para que ter uma casa de dois andares em uma rua arborizada? Para que uma cafeteira, uma máquina de lavar, um tíquete de metrô? Abrir uma conta no banco, ter um cartão de crédito, assinar contratos? Despertador, TV a cabo, férias na Riviera? Quem disse que a vida precisa ser só isso? É essa a vida que você escolheu? Tem certeza de que você precisa disso?" (trecho extraído da contracapa).
Vagando sem rumo, renunciando a uma velhice obesa diante da TV, são vagabundos, contraventores, psicopatas. Não espere flores, porém. Seus dias são repletos de sujeira, violência, drogas - quase sempre, heroína. Sem apologias.

Romance de estréia de Irvine Welsh (comentei outro dele, aqui), não tenta mostrar nenhum glamour na vida de seus personagens, embora possam surgir situações divertidas, se você tem senso de humor e mente aberta - acredite, nunca mais verá vicky vaporub da mesma maneira. Não glorifica a vida que Rents, Sick Boy e companhia levam, mas também não as condena, em absoluto.

Trainspotting rompeu barreiras e tornou-se um fenômeno multimídia, no teatro e cinema (que, por sua vez, tem uma excelente trilha sonora). O livro tem uma continuação, Pornô - outro dos "livros perdidos" que não consigo achar em nenhum lugar, nem na própria Rocco (se alguém tiver uma dica, agradeço).

Faça sua escolha.

Editora: Rocco
Autor: Irvine Welsh
Ano: 2004
Páginas: 352


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