segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Odd Thomas



Do Dean Koontz, já li Do Fundo dos Seus Olhos e Velocidade; pretendo comentar os dois qualquer dia, aqui no blog. Afirmo, com toda convicção, que o autor se superou em Odd Thomas. Personagem-título e coadjuvantes carismáticos, bem construídos e uma história envolvente.

Odd (cujo nome pode ser traduzido como "estranho") pode ver os mortos. Certo, isso não é novidade. Hoje em dia, todo mundo os mortos, fala com os mortos, os mortos tem mais a dizer que muitos vivos por aí. O grande diferencial é como a história é conduzida. Narrando em primeira pessoa, Odd conta um dia de sua vida (escrevendo agora, me lembra bastante o seriado 24 Horas), desde o momento em que acorda. Um dia que precede um grande desastre, na cidade de Pico Mundo, no deserto do Mojave - e cabe a Odd juntar as peças de um quebra-cabeças, numa corrida contra o tempo, na esperança de evitar o desastre. Para isso, conta com a ajuda de aliados previsíveis e alguns, um tanto improváveis - Stormy, seu grande amor; o chefe de polícia (que conhece seu segredo); um amigo escritor e seu gato mal-humorado (Chester, o Terrível); Elvis (sim, o Rei).
Aos poucos, vamos conhecendo alguns dos segredos de Odd e dos eventos que o levaram a ser quem é - acima de tudo, um homem de bom coração, que rejeita o título de herói.

A história, como já mencionei, prendeu a atenção, me fazendo avançar pelas madrugadas na leitura. A cada vez que pensava "vou ler só mais um capítulo", acabava avançando por mais uns cinco... Não me surpreenderia nada se, futuramente, surgissem outras aventuras de Odd Thomas. E, claro, seus amigos - vivos ou não.
Por outro lado, sempre fica a apreensão, o medo de que algo bom possa ser "enfraquecido", se explorado desnecessariamente. Se Koontz ainda tiver histórias para contar sobre Odd, é melhor que as conte tão bem quanto esta. 

Editora: Record
Autor: Dean Koontz
Ano: 2009
Páginas: 448

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