domingo, 24 de outubro de 2010

O Cemitério



"Um homem planta o que pode... e cuida do que plantou."

O Cemitério é um livro marcante, pra mim, por vários motivos. Foi o primeiro livro que comprei com um salário. A música do filme - Pet Sematary - foi uma das primeiras que lembro de ter escutado, dos Ramones, e uma das que me levou a gostar da banda. Foi o primeiro livro que li de Stephen King (pelas minhas contas, já foram mais de 40 - o autor que mais li, disparado). E, foi o que me mostrou que não, nem sempre existem finais felizes.

Muitas das situações do livro podem ser consideradas clichê, atualmente - o amaldiçoado cemitério indígena Micmac, por exemplo -, mas somente porque King foi extremamente competente, levando o terror a um novo nível.
Louis Creed, o protagonista, é um médico. Por sua profissão, um homem prático e relativamente acostumado com a morte. Mas, existem muitas coisas em seu caminho para as quais não há explicação prática. Quando Churchill, o gato de sua filha, morre atropelado na auto-estrada próxima à sua casa nova, Louis acredita que a menina é jovem demais para lidar com o luto. Seu vizinho, velho e simpático, oferece uma opção... Mas, tudo tem seu preço.

A partir daí, a história avança numa espiral de terror, em que o pior ainda está para acontecer. Louis descobre que sua filha não é a única que não sabe lidar com o luto. Descobre que, apesar de existirem destinos piores que a morte, não está disposto a se despedir de entes queridos. E, tardiamente, descobre que algumas coisas deveriam ficar enterradas. 

Existe uma linha tênue, entre a dor e a loucura, que é facilmente rompida.
Outra linha, entre a vida e a morte, também é facilmente rompida pelo cemitério Micmac.

Editora: Objetiva
Autor: Stephen King
Ano: 1998
Páginas:244

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