segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Admirável Mundo Novo



"Havia uma coisa chamada alma e uma coisa chamada imortalidade."

Admirável mundo novo, em que tudo é perfeito e todos são felizes. Condicionados desde o momento da concepção, a humanidade é cultivada e dividida em castas, de acordo com suas aptidões. Alguns, alterados geneticamente, são desfavorecidos fisica e mentalmente - e direcionados a atividades mais "básicas". Outros, considerados Alfas, Betas e por aí vai, são os que executam serviços mais exigentes intelectualmente. Todos são necessários, para a manutenção da Civilização. Todos estão satisfeitos com suas vidas. Para os raros momentos de infelicidade, existe o soma, distribuído livremente, capaz de levar a momentos de sonho e desprendimento.
Confrontado com esta civilização, um selvagem, um homem oriundo de uma das Reservas ainda mantidas pelo mundo - que se assemelham bastante à nossa sociedade como é hoje - considera toda essa felicidade apenas aparente. Não existem expectativas, não existe amor, não há individualidade. Mãe, pai, Deus, são palavras consideradas pornográficas, renegadas, assim como a Filosofia, Shakespeare e tudo que remeta ao antigo. Este mundo imaculado, sem violência ou doenças é mantido por manipulação genética e drogas. Aqueles que não se adequam, por mostrar um pensamento indivualista nada saudável, são descartados.

Admirável Mundo Novo é considerado uma das maiores obras de ficção científica do Século  XX, ao lado de Laranja Mecânica (aqui) e 1984 (aqui). Fiquei com a impressão de que a trilogia cinematográfica Matrix bebeu muito da fonte de Huxley - o que é espantoso, se considerar que a publicação original é de 1932! Ainda mais incrível é se dar conta de que muito do que o autor concebeu, quase 80 anos atrás, é uma realidade atual.

Admirável, e um tanto assustador.

Editora: Globo
Autor: Aldous Huxley
Ano: 2009 (esta edição)
Páginas: 398

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