quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Monstros Invisíveis



Depois de Cantiga de Ninar (que conhecemos aqui), passei a buscar qualquer coisa de Chuck Palahniuk que pudesse encontrar. Acabei chegando a Monstros Invisíveis. Sabe quando acontece de você achar uma primeira obra genial e se decepcionar na segunda? Pois é, não foi esse o caso.
Num ritmo insano, cheio de indas e vindas, conhecemos a história de Shannon, linda, que tem sua carreira de modelo (e sua própria vida) interrompidas por um bizarro acidente de carro, que destrói seu rosto. Quando as pessoas à sua volta parecem fingir que não a enxergam, Shannon, agora um monstro invisível, encontra a companhia glamourosa de Brandy Alexander, Rainha Suprema da Beleza, mais feminina que muitas mulheres de verdade. Juntas, cruzam os Estados Unidos, numa trajetória de crimes e vingança, contra aqueles que supostamente foram responsáveis pelo acidente.
A narrativa de Palahniuk está longe de ser linear - começa pelo final - e também não é um flashback tradicional. Cheia de "cortes", a história avança, retorna, segue para outro momento e por aí vai, instigando o leitor a tentar entender o que aconteceu ou o que vai acontecer, num esforço de juntar as peças de um quebra-cabeças. Tudo isso no estilo crítico, repleto de humor negro e tensão de Palahniuk.
O final, como em Cantiga de Ninar, é surpreendente... torna válida a experiência de reler o livro, tentando "pescar" informações que passaram despercebidas anteriormente. Monstros Invisíveis, afinal, são todos aqueles escravos da aparência, do culto à beleza, independente do custo envolvido. Sem sombra de dúvida, vale cada página virada.

Editora: Rocco
Autor: Chuck Palahniuk
Ano: 1999
Páginas: 256

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