segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Laranja Mecânica



Ultraviolência horrorshow, aquela kal total.
Impactante do começo ao fim. Desorientador, por toda a linguagem Nadsat criada por Burgess, por toda a violência, tão próxima do que se vê - violência física e mental. É estranho, ver algo que seria extremo, no ano de publicação do livro, tornar-se parte do cotidiano, atualmente.
Alex e sua gangue são jovens, apenas adolescentes (ao contrário do que é mostrado no excelente filme de Stanley Kubrick, em que Alex foi interpretado por um Malcom McDowell já adulto, com 28 anos), que não têm limites na hora de satisfazer seus desejos. O que eles querem, eles pegam.
Ainda assim, não há como não se solidarizar com todo o sofrimento a que o jovem é submetido, traído pelos seus druguis, abusado em sua mente, vilipendiado ao extremo. Talvez, todo o castigo a que Alex é submetido seja apenas um merecido reflexo de suas ações, talvez sua punição seja muito maior que seus atos.
Laranja Mecânica provoca reflexões. Leitura obrigatória, tanto para quem nunca viu o filme de Kubrick, quanto para aqueles que o conhecem e querem saber qual foi a fonte. Esta versão nacional do livro, aliás (traduzida direto do original), tem um final diferente do filme - baseado na versão americana, em que o vigésimo-primeiro e último capítulo foi cortado, numa absurda decisão editorial.

Mesmo passados quase 50 anos de sua publicação, a Laranja é garantia de toltchock. E, se  achou alguma palavra esquisita, não se preocupe. É Nadsat.

Editora: Aleph
Autor: Anthony Burgess
Ano: 1962
Páginas: 226

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